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Granjinha/Cando

e Vale de Anta... factos, estórias e história.

Granjinha/Cando

e Vale de Anta... factos, estórias e história.

Um texto com História...

02
Mar11

          

 

“”A  MINHA   ALDEIA””

 

            Ausente, distante, de tão longe, sempre que olho para a minha Aldeia é a coberto de imensas nuvens de saudades.

            Verdejante, de sombras frescas no Verão, e de portas abertas ao vento frio dos Invernos de Snabria e Monterrery, é a minha Aldeia um ternurento aconchego para os felizes ou penosos cansaços da Vida.

            Apesar da Modernidade, e das modernidades (e/ou modernices!), do cimento armado e das “armações” falsas; da riqueza enfatuada de citadinos ou de neo-urbanos, a minha Aldeia ainda é de gente com a razão no coração.

           E é para essa gente nativa, cativada e cativa, da minha Aldeia que escrevo as minhas saudades e as minhas lembranças.

           Por lá, também há cantinhos de tristezas, recantos de desgostos, pocinhas de lágrimas, carreiros de sofrimentos.

          Mas nenhum lugar jamais nos concedeu e concederá maior consolo de alma quando chorámos e choramos, maior conforto quando sofremos, maior alegria quando vencemos, maior clamor quando regressamos, maiores bênçãos quando morre®mos!

         A minha Aldeia vai da Ribeira à Abobeleira, da Groiva até ao Pedrete, de Outeir’Jusão a Outeiro Machado, e tem a forma de Coração.

         De coração magoado    -   pela soberba de ignorantes, pela maldade de invejosos, pela cegueira de pedantes, e pelo azedume de ingratos.

         A minha Aldeia ainda é simples.

         Lá, ainda se ama a Natureza, se respeita o respeito, se recorda com saudade, se sofre com resignação, e se vive com amor.

         E os que nela morrem têm direito ao céu!

 

 

Mozelos, 18-04-2007-13h-4fª

Luís Fernandes

 de " A Minha Aldeia" Luís da Granjinha 



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